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04 de Dezembro de 2004  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 20:49

Blog de diarioparticular :Segredos de Um diário Particular, 04 de Dezembro de 2004
Minha primeira vez. “Bem lá no céu uma lua existe, vivendo só no seu mundo triste; o seu olhar pela terra lançou, e veio procurando por amor. Então o mar frio e sem carinho, também cansou de ficar sozinho; sentiu na pele aquele brilho tocar, e pela lua foi se apaixonar. Luz que banha a noite e faz o sol adormecer, mostra como eu amo você! Se a lenda dessa paixão faz sorrir ou faz chorar, o coração é quem sabe; Se a lua toca no mar, ela pode nos tocar, pra dizer que o amor não se acabe. Se cada um faz a sua história, a nossa pode ser feliz também; Se um coração diz que “sim” à paixão, como pode o outro dizer: “não”?”  04 de Dezembro de 2004 Dizem que o tempo passa rápido, mas entre Miguel e eu, as coisas estavam ficando velozes. Exatamente 32 dias fazia que nos conhecemos e já nos comportávamos como velhos amantes... Apaixonados? Acho que ainda não. Mais estávamos movidos pelo desejo insano de uma intimidade. Eu pelo menos já estava com vinte e cinco anos, completara na semana do nosso encontro na praça. Já havia pensado e repensado na minha decisão e também nessa relação proibida entre Miguel e eu. Já tinha colocado os pesos na balança e medido o que eu ganharia e o que perderia. Em certo ponto, acho que tudo estava indo como planejado. Aventura, intimidade, suspense, êxtase, pura emoção e o delirante prazer de estar com Miguel. Amor? Paixão? Ciúmes? Inveja? Sentimento de posse? Esses eram sentimentos que estavam proibidos entre nós como um comum acordo. Somos adultos, não somos? Impor as regras foi a primeira coisa que fizemos. Se estava bom pra mim, também estava bom pra ele e ambos concordamos mutuamente. Enfim, o passeio na cidade vizinha estava excitante. Nós dois não queríamos outro encontro em praça; queríamos estar juntos, sozinhos na privacidade de quatro paredes e nada melhor do que um lugar apropriado para isso......O desejo era tanto que Miguel mal se continha de excitamento. Eu podia ver em seus olhos a chama para a perdição queimando ardente e a prova disso foi o descontrole ávido da libido masculina.E eu? Era tudo muito novo para mim; constrangedor. Queria-o na mesma intensidade, tinha absoluta certeza disso; mas a timidez me retraia._Vem cá! Senta aqui. – Miguel me chamou para sentar ao lado dele na imensa cama de casal do quarto de hotel.Eu obedeci. O quarto era bem cômodo. Alem da imensa cama de casal, uma mesa com duas cadeiras; um freegobar; e um luxuoso stande de madeira polida devidamente organizado onde alem dos objetos de porcelana dividia espaço a TV de 20” e um som. Do lado direito, uma janela  encortinada e um ar condicionado. Do lado esquerdo, um wc com paredes de resina e vidro, onde podia se ver quem usava o cômodo. _Hei?! Não vamos fazer nada que você não queira – disse Miguel me tocando nos cabelos._Você não vai ficar decepcionado?_Vou. – ele sorriu travesso. – mas fazer o que? Você não está pronta e eu tenho que respeitar isso.Acho que perdi mesmo a sanidade para chegar a esse ponto com Miguel. Será que os casais apaixonados passam por isso em suas primeiras vezes?  Será que é sempre constrangedor para as mulheres na sua primeira relação? E os homens sempre se comportam assim, gentis, compreensíveis e carinhosos? Por mais que eu quisesse parar de nervosismo, mais eu ficava ansiosa e nervosa. É como está prestes a fazer uma entrevista de trabalho, quando você sabe que está tudo certo, tudo seu e mesmo assim você teme estragar tudo com um simples nervosismo. Não sei se a comparação foi boa, mas foi isso que eu senti._Por favor, só... me dê um tempo. – Pedi aflita com minha própria timidez – não é todo dia que isso acontece comigo, pra falar a verdade, essa é minha primeira vez.Ele sorriu se achegando mais. Estava óbvio que Miguel ainda duvidava de minha condição, contudo preferiu fingir que acreditava em  mim._ Tudo bem, nós temos todo o tempo do mundo. – me beijou no pescoço, me abraçou carinhoso.Eu gostei dos carinhos e aos poucos fui me deixando relaxar e respondendo com a mesma intensidade. Era bom beijar Miguel, sentir seu calor, seu cheiro amadeirado da colônia masculina. A posição de sentados lado a lado estava me fazendo doer as costas, então me virei de frente para ele enquanto nossos lábios desfrutavam de mais um beijo sensual. Meus braços envolveram o pescoço, minhas mãos aterraram-se no curto cabelo da nuca masculina apertando-o de encontro a mim.Miguel enlaçou-me pela cintura, puxando-me para seu colo, acariciando a extensão das minhas costas. Quando me dei conta estava no colo dele, uma perna em cada lado. O coração batendo descompassado e o sangue fervendo nas veias. Miguel gemeu baixinho perdendo o alto controle. Suas mãos atrevidas acariciavam minhas pernas. Ainda estávamos vestidos e o desejo de uma ousadia maior ficou no tecido até que caímos na cama aos beijos e rolamos de modo que eu fiquei embaixo dele rendida. As mãos másculas deslizaram sobre o tecido da minha blusa, apertando meus seios com sensualidade e desabotoando, despindo-me com a experiência competente de um verdadeiro amante. Em poucos minutos, também a calça jeans que eu vestia jazia no canto da cama juntamente com as demais peças de roupas minhas e dele.Por mais que eu quisesse parecer natural, meus olhos me denunciavam a admiração. Miguel era tão belo vestido como o era despido. Sua pele bronzeada, e os pelos do peito culminando em uma estreita trilha até a região pubiana. Estava tão excitado que chegou a me assombrar e me deixou intimidada outra vez. Desviei os olhos envergonhada e ele sorriu compreensivo:_Não! Olha pra mim. – ele me pediu pegando minha mão. – Você está vermelha...? – sorriu travesso, curioso com aquela reação._Miguel... – praticamente supliquei que tivesse paciência. _Olhe pra mim. – ele pediu com uma voz de balsamo. – não tenha vergonha. Eu estava estragando tudo outra vez. Aquela situação estava ficando difícil cada vez mais. Eu não queria dizer “não quero mais” porque era justamente o contrário: eu o queria sim! Mas aquela minha timidez estava estragando minha libido.Miguel inclinou na cama sobre mim, resvalando seu corpo nu ao meu e direcionando minha atenção para o sabor dos seus beijos em minha boca. Incrível como ele conseguia reascender minha libido. Sabia onde me tocar, como me beijar e tantas outras coisas mais.Sua boca escorregou pelo meu rosto, desceu pelo meu corpo enquanto suas mãos acariciavam meus seios, meus braços, o colo, a barriga...Fechei os olhos transportada para uma outra dimensão. Como aquilo era bom!! E Miguel não parava com as carícias em meu corpo, sua boca não parava de seguir uma perigosa trilha... O que ele estava pretendendo..._Oh! Miguel...?! – argüiu assombrada com a forma como ele me tocava com a língua nas partes intimas. O coração disparou e minhas mãos gelaram enquanto que meu corpo inteiro reagia num êxtase alucinante. _Pare com isso...!! – pedi aflita. Não que estivesse terrível, mas pelo contrário, estava terrivelmente maravilhoso e assustador. Nunca fui adepta do sexo oral, pra falar a verdade, minhas convencionalidades impugnavam  aquele ato tido como medonho entre os casais. E eu estava gostando pelo prazer que estava sentindo; e odiando pelo fato de ser um sexo oral.Miguel mordiscou meu clitóris e me fez gritar ofegante num orgasmo avassalador. Então ele parou._Não faz isso de novo, está bem? – eu pedi ainda ofegante e aflita._Eu a machuquei? – ficou preocupado._Não é isso, é que não gosto disso..._Mas você teve um orgasmo. – ele não entendia o porque de eu dizer que não gostava, que não queria mais._Miguel, você não vai querer que eu te dê detalhes do porque eu não quero que faça sexo oral comigo não é? Alias, isso também vale para as outras mulheres também. Não pode sair por aí metendo a boca em tudo o que é “perereca” não é?Ele gargalhou sonoramente achando engraçada a forma como eu estava me referindo ao órgão sexual feminino e também pela minha preocupação descabida. Mas entendeu onde eu queria chegar com aquele pedido._Já entendi, Laura. Não pense que faço isso com todas as mulheres com quem saio._Ah, é mesmo? – duvidei. – Imagino que  seja exclusividade da sua mulher.Ele riu mais._Não. Foi exclusividade sua mesmo.Não acreditei. E ainda não acredito nisso. Se fosse verdade, porque faria uma coisa dessas comigo que só conhece há 32 dias e com a esposa com quem vive há 9 anos não? Perguntei a ele depois. E Miguel me respondeu que era diferente comigo. Se sentia mais a vontade, mais seguro. Perguntei se acaso estava me comparando com as demais mulheres fáceis da vida. E ele me disse que não me via assim. Que eu era especial. Não podia comparar os sentimentos de mulher, mas também não podia dizer que era uma simples amizade com relações platônicas. Não entendi. Vai saber o que se passa no coração de um homem?!Estava um calor insuportável. Depois que cada um tomou seu banho, ficamos entre as toalhas, conversando e trocando beijos até que eu estava outra vez dominada pelo desejo voluptuoso de pertencer a Miguel. Essa foi a parte mais difícil e dolorosa da minha insanidade “Miguel”.Os corpos se resvalando nus um no outro, ávidos, fervorosos. Miguel gemia baixinho toda vez que me acariciava com a glande entre os pequenos lábios. E eu não conseguia conter os suspiros de puro prazer. Ele me provocava toda a região e se excitava cada vez mais. Até que perdera o auto controle e tentou fazer uma penetração. Deus, como doeu!!! Quem disse que perder, ou, melhor dizendo, tirar a virgindade era bom? Parecia que estava me dilacerando. Gritei agonizantemente pedindo que parasse:_Miguel, está doendo muito! Ele se desesperou com a aflição em meu rosto e parou falando gentilmente:_Eu farei mais de vagarinho.De vagar ele foi, mas a dor continuava terrível. Bastava ele avançar um pouquinho..._Miguel...?! – quase me derramei em lágrimas._A primeira vez é assim mesmo. – ele falou tenso a meio caminho da penetração sem recuar.E afundou um pouco mais para meu desespero._Pare, só mais um pouquinho, por favor. – pedi passada de dor. Ele obedeceu. E começou a me beijar a fim de me relaxar um pouco.Então completou a penetração. Eu estava completamente invadida pela tênue masculinidade enrijecida. E mesmo a dor do rompimento da barreira da virgindade se amainando, os movimentos de vaivém dos quadris de Miguel me faziam sofrer. Posso dizer que nossa primeira vez não foi das melhores, pra falar a verdade, foi um verdadeiro martírio para mim, e de certo, para ele também.Como se não bastasse tudo isso, estávamos desprecavidos de um preservativo e de qualquer meio anticoncepcional. E foi à moda antiga. Miguel chegou ao clímax e agiu depressa evitando me engravidar. No final de tudo, foi até engraçado. Eu me levantei para me banhar e quando retornei, Miguel estava assustado com uma fraca mancha de sangue no lençol branco do colchão. Céus!? Eu nunca vou esquecer a cara que ele fez depois que descobriu a verdade, mesma verdade que eu falara o tempo todo. Jamais esquecerei. E ele também não, é claro que não._Laura...? você... era virgem mesmo?!_Hei, isso não muda nada. – tentei acalma-lo. – Somos duas pessoas adultas, não somos? Eu quis que você fosse o meu primeiro e é só. _Mas você...?você... _eu avisei o tempo todo. Não vai me dizer que não sabia, não é mesmo?_Não. Eu só...é que... o que você vai dizer para o seu marido quando se casar um dia e ele descobrir?_A verdade._Assim?! Que você...?_Sim, Miguel. Eu vou dizer que tive uma primeira vez na minha vida e que foi com alguém muito especial para mim, com eu tenho certeza de que ele também teve uma primeira vez e que deve ter tido lá a sua importância. O que há de mal nisso? Tenho certeza que certamente duvidaria de mim se acaso eu ainda fosse virgem com essa idade, não? Você duvidou e aí?_Mas os homens ainda procuram mulheres como você para casar._Mas eu não quero que ele se case comigo simplesmente porque me desvirginou, que agora isso é impossível de acontecer. Mas porque me ame e me respeite de verdade. Porque quer ficar comigo pelo que eu sou para ele. – sorri boba com tantas insinuações machistas. – Miguel, a virgindade é só por uma noite e depois ele vai ter que viver o resto de sua vida com uma mulher. Casar com a virgindade dela não é uma boa idéia. Mas casar com ela sim. E uma virgindade não diminui ou aumenta o valor de uma mulher porque vai depender muito do caráter e das ações, do modo de vida dela, e tantas outras coisas._Então a virgindade para você não tem qualquer valor?_Eu não disse isso. _Está dizendo que o seu futuro marido não é digno de ser o primeiro?_Não, Miguel. Se ele me amar de verdade, vai me quer com ou sem virgindade. Isso não é uma grande prova de amor? Nós mulheres sempre temos que provar ao homem que o amamos nos guardando para ele ser o primeiro. E eles muitas vezes nem dão valor a isso. Será que a virgindade só nos dá o direito de ser a esposa desse homem que muitas vezes nem são fieis?E outras vezes até nos deixa grávidas porque descobriu que não vai suportar viver com essa mulher ou de repente descobriu que ainda é muito jovem para assumir uma responsabilidade? Miguel eu queria que a minha primeira vez fosse diferente, do meu jeito. Você está arrependido por isso que aconteceu entre a gente?Ele sorriu mais calmo:_Não. Se eu pudesse faria tudo de novo. Até me sinto privilegiado.  Meu Deus, Miguel era tão convencional quanto eu! Isso sim, era surpreendente. Nos dias de hoje já não se encontra mais virgens para casar porque as moças estão “modernas” demais e os rapazes, “liberais” demais. Eu não era mais virgem, mas isso não queria dizer que eu pretendia me prostituir. Talvez Miguel tenha me julgado erroneamente duvidando da minha palavra. O que um homem acharia se uma mulher jovem, bonita e ainda virgem chegasse para ele com poucos dias de o conhecer e dissesse: “Oi? Quero que você seja o meu primeiro, a tirar minha virgindade.”  Era obvio que jamais acreditaria nisso, aliás, jamais imaginaria que isso pudesse lhe acontecer na vida. Então era normal o pânico mudo de Miguel. Provavelmente fora o primeiro de sua esposa e por isso se sentia no dever de estar com ela, de continuar casado com ela. Agora as coisas estavam meio confusas para ele: sua amante também fora uma virgem que se entregara a ele. Estaríamos nós duas com o mesmo peso na consciência dele?!Eu não estava preocupada com isso. Ela podia ter se entregado a ele por amor, depois, ou talvez antes do casamento. E eu me entregara por quê? Amor não era ainda. Paixão? Também não tínhamos tempo suficiente para isso.Uma vez conversando num de nossos muitos encontros em motéis sobre o amor e uma vida a dois, Miguel me falou que esse sentimento não passava de uma ilusão. O amor não dura para sempre, o que dura é a continuidade de uma relação e o respeito mutuo. O tempo nos faz gostar mais, pensar duas vezes antes de ferir os sentimentos do outro e também nos faz sofrer só de pensar em estar machucando esse alguém. Nos faz cúmplice e amigos mais íntimos. Afinal existe uma história entre essas duas pessoas e não dá para ignorar tudo assim sem mais e nem menos. E eu subjuguei meus sentimentos ignorando a voz da razão por uma mera aventura. Não sabia eu que estava cavando a minha própria cova rasa para enterrar meu coração ao lado de Miguel.Mas aí, pergunta-se: Miguel tão experiente foi capaz de cair nessa armadilha do destino?Eu queria muito acreditar que sim. E choro todas as vezes que não acredito nos seus sentimentos. Choro todas as vezes que deixo a minha incredulidade tomar conta do meu coração e generalizar todos os homens do mundo. Mas o que eu posso fazer para aliviar essa dor? E se eu acreditar e tudo isso não passar de uma mera ilusão minha? E se for verdade tudo o que insisto em duvidar? Não quero sofre de amor outra vez. Eu disse a mim mesma que seria diferente, que ninguém me magoaria de novo. Eu fiz um acordo com Miguel e agora me vejo fraquejando. Tem horas que estou tão inflamada por essa dor desesperante que acho que estou vendo coisas! Um Miguel também sofrendo como eu, dividido entre a esposa e a amante. Deus, porque é tão difícil dominar os sentimentos do coração? ”Quando a paixão não dá certo não há porque me culpar, eu não me permito chorar; já não vai adiantar. E recomeço do zero, sem reclamar. O meu coração pirata toma tudo pela frente, mas alma advinha o preço que cobram da gente e fica sozinha. Levo a vida como quero, estou sempre com a razão; eu jamais me desespero: sou dono do meu coração. Ah! O espelho me disse: ‘você não mudou.’ Sou amante do sucesso, nele eu mando, nunca peço; eu compro o que a infância sonhou. Se errar, eu não confesso, eu sei bem quem sou, eu nunca me dou. As pessoas se convencem de que a sorte me ajudou, mas plantei cada semente que o meu coração desejou. Ah! O espelho me disse:você não mudou, você não mudou...” É possível um homem amar duas mulheres com o mesmo valor sentimental ao mesmo tempo? Não falo de amar a irmã e amar a mãe, a esposa, e amar a amiga, ou a filha. Falo de uma mulher com quem se casa e uma amante com quem se aventura frequentemente. Porque pensar que uma tem mais valor do que a outra se ele precisa das duas? Se a esposa estivesse lhe completando inteiramente não precisaria da amante. Se a amante fosse tão importante na sua vida não continuaria casado com a esposa. Porque o valor de uma tem que ser mais elevado do que o da outra? Só porque uma mulher é a mãe dos filhos, a dona de casa, a companheira de todos os dias, não quer dizer que tem mais valor do que a mulher por ser a amante, uma aventura constante, uma diversão de rotinas freqüentes, a cúmplice e muitas vezes a confidente de certos assuntos que a esposa não seria capaz de entender ou até mesmo de ouvir o desabafo, se tem menos valor. Ou será que os sentimentos estão em especial divididos entre essas duas mulheres na vida desse homem? Não me refiro a qualquer situação corriqueira de uma esposa e um casamento em crise; também a amante não está na situação de vulgarização, de mulher da vida ou de qualquer uma, ou que esteja ingenuamente na vida desse homem sem saber de sua condição de casado, mas que conscientemente entrou na vida dele como sua melhor amiga, ou pelo menos tudo começou como uma simples aventura de um homem cansado da rotina e que ao longo dos encontros achou na amante uma amiga confidente que o respeita e compreende sua condição.  É claro que essa amante agora o ama e ele tem consciência disso e também admite que não dá para ignorar tudo o que já viveram juntos e o tamanho da importância dela em sua vida. Vale salientar que a esposa nada sabe deles dois e, portanto se torna a única vitima desse desastre amoroso. As coisas estão se complicando para esse homem pois já não suporta a idéia de sua amante ser uma mulher livre para desistir dele e procurar refúgio nos braços de outro homem. E a amante sempre esteve consciente de tudo e agora sofre por não conseguir controlar seus sentimentos. Tenta um distanciamento, mas uma simples ligação dele faz com que ela perca a razão para estar uma vez mais nos braços do seu querido.Por sua vez, as duas mulheres. A esposa seria capaz de um escândalo e até de cometer uma loucura se souber dessa relação ente o seu marido e essa outra mulher (a amante). A amante, por amor ao seu querido, seria capaz de continuar nesse terrível dilema amoroso respeitando a posição da esposa. Mas pelo amor de Deus, será que essa mulher não se toca com a infidelidade do seu marido? Será mesmo que está atenta como deveria caber as esposas? Pessoalmente, acho que deve ser por isso que o marido dela procurou mais uma mulher para suprir suas necessidades físicas e emocionais. Mas a questão é: Ele pode mesmo amar as duas com igual peso?
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“Eu sei que a vida vale a pena mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena.”  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 01:41

“Eu sei que a vida vale a pena mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena.” Ferreira Gullar. “Dois homens olham pela mesma janela. Um vê a lama. O outro vê as estrelas.”Depois do encontro na praça, achei que havia superado todas as minhas limitações. Cheguei em casa vendo estrelas no chão e rosas no céu. O que estava havendo comigo? Uma coisa era certa, eu estava deixando minhas emoções me guiarem e estava pronta pra o que der e vier. E pior ainda, eu estava gostando, amando tudo.Miguel me ligava duas vezes por semana e não parava com seus charmes e provocações sensuais. Ele me propôs um encontro mais reservado e eu aceitei um passeio numa outra cidade, onde não seriamos... reconhecidos? Bem, uma coisa eu tinha certeza absoluta, estar com Miguel era o que eu queria. Eu tinha consciência que ele não ficaria só nos beijos e amassos e mesmo que ele não usasse diretamente suas reais intenções, sabia perfeitamente o tanto que me desejava. Ele também duvidava da minha virgindade, é claro. Isso... bem, até eu se ouvisse de um homem na minha idade dizer que nunca tivera uma relação sexual com uma mulher na vida, eu certamente cairia na gargalhada. Mas eu não estava a fim de provar nada para Miguel, pouco me importava se acreditava ou não. Eu queria mesmo é que ele fosse o meu primeiro homem. Porque? É claro que eu não tinha intenção de fazer chantagens, ou charminhos para destruir o casamento dele, também eu não queria que ele se sentisse no dever de me amar e coisa e tal. Eu não estava amando ele naquele momento. Era só aventura!!! Na verdade eu queria saber como era uma relação sexual, queria entender porque algumas mulheres se cansam de seus companheiros fogosos e porque outras dizem que não vivem sem sexo. Quem estava certa afinal? Ah, e também dizem que é muito bom, maravilhoso até! Certa vez, alguns dias antes de aceitar essa indecente proposta de um encontro mais reservado com Miguel, me perguntei se valeria a pena transar com ele. Só por curiosidade? Não. Por amor? Ainda isso nem existia entre nós. Paixão então? Eu também não estava apaixonada por Miguel e sabia que ele também não. Será que eu estava cansada da minha condição de virgem? Não, isso com certeza não. Se eu não julgasse Miguel apreciável, desejoso e prazeroso nem o deixaria lançar um olhar sensual em minha direção como sempre acontece quando não me simpatizo com alguma pessoa que julgo atrevida demais.

Então porque essa decisão? Me perguntei convicta da resposta. Porque eu quero ele, porque eu sinto desejo por ele, porque me sinto segura e bem com ele. Porque não corro risco de ser descoberta? Mas porque esconder que não sou mais virgem? E daí para o que os outros vão pensar de mim? Tive raiva de mim mesma por ainda me preocupar com o meu convencionalismo, o meu recato e as minhas tradições puritanas. Era óbvio que não interessa a ninguém se sou ou deixei de ser virgem, e com quem e como foi a minha  primeira vez.  Tanto é que até hoje ninguém das minhas amigas ou a minha família soube da minha real condição. Se tive vontade de dividir com ela a minha alegre experiência? É obvio. Mas ao pensei nas perguntas:”Com quem foi a primeira vez?” “onde foi” “você gostou” “E ele? Valeu a pena?” etc, etc, etc. Quais seriam as minhas respostas? É... um... Bem, eu não posso dizer.... ah, porque... é... ele, ele, ele... Ah, não dá né!!!

“ Meu caminho é cada manhã, não procure saber onde estou. Meu destino não é de ninguém e eu não deixo meus passos no chão. Se você não entende, não vê; Se não me vê, não entende. Não procure saber onde estou se o meu jeito te surpreende. Se o meu corpo virasse sol! Minha mente virasse sol! Mas só chove, e chove e chove... Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro, e fizesse parar de chover nos primeiros erros, meu corpo viraria sol, minha mente viraria sol, mas só chove, e chove e chove...”
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Reflexões... Destino?  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 01:36

Miguel ficou em silencio por alguns instantes me olhando nos olhos. Pareceu preocupado e triste. Mas apenas sorriu e falou:_Tem certeza de que não vai se arrepender depois?_Eu nunca me arrependo do que faço. As vezes sofremos para aprender alguma coisa na vida, as vezes somos mais felizes do que imaginávamos que poderíamos ser porque não deixamos aquela oportunidade passar e fomos premiados. – e zombei. – Eu acho que os espíritos dos mortos tramaram essa tragédia em nossas vidas. Tínhamos que nos conhecer agora e justo no dia de finados?Ele sorriu mais relaxado._Você acredita em amor a primeira vista?_Não. Eu acredito em destino. _Destino? _É. Deus nos criou para um propósito e nada acontece em nossas vida sem que seja permissão dele. Tudo o que é bom e tudo o que é ruim tem seu propósito sabia? Afinal ele não criou satanás a toa. Deus é onipotente, onipresente e onisciente. Ele sabia que aquele anjo de luz um dia seria o anjo das trevas. Porque? Porque as trevas também precisava de um deus. _Mas não diz que a gente tem o direito de escolher?_O livre arbítrio. È. Deus nos deu esse direito de escolher. Eu estou aqui com você porque eu escolhi ficar. Podia ter escolhido não ficar. Ponha na balança: O que eu ganharia com tudo isso? ‘n’ coisas boas se escolhesse o ‘certo’ que era ficar longe de você? Ou ‘n’ coisas ruins se o contrario? Mas quem me garante as ‘n’ coisas boas ou de fato ruins? Pode ser aparentemente ruins para algumas pessoas que ‘andam’ no caminho “correto”. Mas para mim seriam ruins? É uma faca de dois lados. Por outro lado, eu poderia está tardando o óbvio do meu destino com você. Afinal Judas não queria ser o traidor, queria? E naquele momento de ira com os atos de Jesus e seus outros colegas discípulos ele não conseguiu fazer uma escolha, ele foi impulsionado pelo desejo do seu coração que na verdade era o seu destino. Assim como Pedro negando a Jesus três vezes. Jesus o disse que faria isso antes que o galo cantasse, e Pedro jamais acreditou que seria capaz de tal coisa horrível. Ele também não escolheu negar a seu mestre. Ele simplesmente negou porque estava movido pelo medo e então se lembrou de seu pecado assim que o dito galo cantou. Mas você já pensou se Judas não tivesse traído Jesus? Como a profecia de Deus se cumpriria? Já pensou se Pedro tivesse resistido ao medo de sofrer por ser um dos discípulos do mestre e não o tivesse negado três vezes como assim o disse que o faria? Jesus estaria profetizando uma mentira? E essa certeza que o mestre teve de tudo isso e muitas mais? Ele tinha convicção que seria assim porque estava escrito no destino dessas pessoas que seria assim e ponto final. Ele é Deus não é? _você sabe muito da bíblia. _Fui religiosa por dez anos e seguia todas as doutrinas bíblicas. _Eu pensei que ainda estava freqüentando a sua religião. _Eu posso está fora da igreja agora mas não esqueci de nada do que aprendi. _Porque saiu._Eu gostaria de não falar disso agora._Porque? _Porque dói. Porque não gosto de me lembrar dos motivos que me levaram a tomar essa decisão._Tudo bem, se não quer falar. Esse era um assunto que eu não estava pronta para dividir com Miguel e nem com ninguém aquele momento. Me lembro quando tomei a decisão de sair da igreja. Minhas amigas do trabalho que também eram da mesma religião só que em outras igrejas me fizeram muitas perguntas, não entendiam porque de repente eu decidi sair. Eu queria explicar toda a angustia que estava me sufocando mas não encontrava palavras. O problema era meu, a vida era minha, o orgulho era meu. Se as pessoas que me conheciam fazia tanto tempo duvidavam do meu caráter, da minha índole, então elas que mal me conheciam iriam entender alguma coisa? Alem do mais eram crianças na fé e não era justo promover uma semente de desconfiança, de duvida em seus corações. Eu jamais aceitaria uma pessoa fazendo escolhas com base nos meus problemas pessoais. Bobeira minha porque a gente é aquilo que queremos ser e não o que os outros querem. Às vezes usamos esses artífices para justificar nossos erros, porque não somos capazes de admitir que erramos porque escolhemos mal. Eu não acredito que soframos porque escolhemos mal, mas que soframos porque temos que aprender a viver. A vida tem dessas coisas, não tem? Onde houve alguém que nunca teve uma amargura na vida? Quem nunca foi caluniado culpado ou inocente? Quantas vezes na vida você não sentiu falta de alguém desprezível ou já sofreu de amores pela pessoa errada? Pessoa errada? Não. Essa pessoa era a certa, mas se tornou errada porque não superou nossas expectativas. Se deixássemos de lamentar os erros e sofrimentos e os encarássemos como um método de aprendizagem e reciclagem e crescimento e vida, perceberíamos que a nossa vida é um infinito paraíso. Que colecionamos muitos momentos e que aprendemos muita coisa. Não é pra isso que viemos para esse mundo? Para adorar a um único Deus vivo, fazer da nossa vida uma vida melhor que reflita nas vidas das outras pessoas como luz para guiá-las para um novo caminho bom e certo e justo? Mas o que dizer de um coração cruel? O que dizer de uma mãe que lança fora seu filho ainda uma semente que mal veio ao mundo? O que dizer de um pai sem consciência que julga sua vida uma merda e que como não teve oportunidades, ou melhor, não soube aproveitar as oportunidades da vida, acha que seus filhos devem sofrer como ele, ou serem abandonadas a sua sorte, ou até mesmo que se danem nessa vida? O que dizer de um filho rebelde cujo seus pais sofrem porque ele não se controla diante das escolhas erradas e os envergonha? O que dizer de um filho que tira a vida dos seus pais para desfrutar mais cedo da herança? O que dizer do estranho que tem preguiça de trabalhar e ganhar a vida honestamente e acha que roubando, matando e fazendo misérias com as outras pessoas  é melhor e mais lucrativo? O que dizer de tanta violência descabida neste mundo?Eu não vou melhorar o mundo sozinha, mas posso fazer a minha parta me preocupando em ser feliz à minha maneira.
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Oh, céus! Estávamos numa praça!!  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 01:29

Ah....! o beijo outra vez. Nem preciso dizer o quanto os beijos de Miguel foram e continuam sendo maravilhosos. Estávamos juntos demais, em posição comprometedora e nos beijando apaixonadamente como se nada ao nosso redor tivesse alguma importância para nós. O calor do corpo dele, o sabor dos lábios dele, e o infinito prazer do toque de suas mãos em minha nuca e minhas costas... envolvi-o com os braços em seu pescoço, enterrei meus dedos em seu cabelo devidamente cortado. O cheiro amadeirado de sua colônia se misturava ao cheiro de limão da loção e o cheiro floral de sabão em pó e algodão que impregnavam a camisa pareciam um forte entorpecente. Queríamos ficar grudados assim a noite toda. Sem palavras. Sem gestos. Sem hora pra terminar aquele infinito prazer.As mãos atrevidas de Miguel começaram a passear pela extenção das minhas costas, ora subindo as curvas dos seios, ora descendo aos flancos. Sua boca deslizara até o meu pescoço, mordiscara o lóbulo da minha orelha e descia até a clavícula. Outra vez subindo ao meu queixo e tomando meus lábios com selvagem paixão.Oh, céus! Estávamos numa praça!! Se eu não reagisse logo, esse pequeno detalhe acabaria sendo esquecido. Porém, minha primeira ação foi devolver todos os carinhos que Miguel me fazia sucumbir. Só ele tinha o poder de me subjugar? E eu não podia faze-lo a ele também? Sim! Podia e foi o que fiz.O frio foi pastar noutro gramado enquanto que nós queimávamos abraçados e perdidos. A saia justa que eu usava não me permitia um movimento se quer das pernas, mas a blusa verde de magas ¾  e decote bastante ousado permitia que Miguel fosse mais além com seus provocantes beijos sensuais.   O arroubo da paixão nos fez ofegar serenos e o sangue pulsar ardente até que uma farpa de lucidez unânime nos fez parar com os beijos e as carícias.  Apenas ficamos abraçados. O meu rosto  pousado ao seu ombro permitiam que meus ouvidos captassem as batidas descompassadas do coração de Miguel. Fiquei feliz. Ele não estava melhor do que eu. _Não podemos nos encontrar aqui outra vez. – eu falei muito tempo depois sem me mover do lugar._Você não quer me ver mais?_Não é isso. É que estamos numa praça, Miguel. Já pensou se alguém nos pega aqui?_È. Você tem razão. – ele olhou para todos os lados desconfiado. Finalmente caindo em si que estávamos em público e que talvez houvesse algum espectador. – Esse carro não estava aqui quando você chegou.Imediatamente eu me endireitei no acento, me afastando do calor do corpo dele e olhei na direção do automóvel escuro. Não dava pra ver as pessoas dentro porque os vidros era revestidos e a luz de dentro estava apagada. Mas a julgar pelo balanço do veiculo...Sorrimos com graça._Parece que eles estão muito ocupados para nos observar. – eu falei._que inveja. – Miguel comentou. A gente podia está em um lugar melhor._Um lugar melhor, Miguel? – encarei-o. – Posso saber o que está tramando?Ele sorriu._o que você acha que eles estão fazendo lá dentro? – se referiu ao casal no veículo.Fiquei vermelha sem respostas. Era obvio que não estavam rezando ou fazendo Cooper. _você ficou vermelha! – ele percebeu e fez uma observação constrangedora.Os risos zombeteiros dele me deixaram ainda mais vermelha._Pare com isso, Miguel! Você não está facilitando as coisas._Marina me disse naquele dia do almoço na casa dela que você ainda era virgem. – ele falou sorrindo provocante. Aí eu não sabia onde enfiar a cara de tanta timidez. _E daí? Sou sim por quê? – encarei-o com coragem e obstinação._vinte e quatro anos, isso é raro. E pela forma como me beija, não parece..._O que está insinuando, Miguel? – eu não estava zangada pelo comentário dele. Miguel tinha razão de duvidar, afinal eu tinha vinte e quatro anos e muito sangue nas veias._Nada. Só que é raro uma coisa dessas. _eu sei disso. _Porque você nunca...?_Porque eu acho que tudo tem que ser no seu tempo e na hora certa e com a pessoa certa. Ele riu debochoso._como o primeiro beijo. – lembrou que eu falara sofre o beijo da mesma forma. _É sim. Eu não penso em casar para ter minha primeira relação. – fui direto ao ponto da questão. – Só acho que tem que ser com alguém que valha a pena. Entende?  Vejo muitas amigas minhas que fizeram tudo certinho mas que hoje se arrependem  porque não acham que seus maridos mereciam fazer parte de um momento tão especial para elas. Tem alguns que nem reconhecem o tamanho e o valor desse ato. _E não houve nenhum cara especial para esse momento na sua vida ainda?_Houve sim, mas não merecedores de mim. E também não estava na hora certa para isso. Sabe que os adolescentes não pensam direito. Os hormônios falam mais alto e acabam se dando mal logo na primeira vez. Mas agora já sou adulta, dona de mim e responsável por todos os meus atos. Me sinto segura para escolher sem arrependimentos e com segurança._Se todas as mulheres pensassem assim, triste de nós os homens!—ele brincou sorridente. – Mas você está certíssima. Eu era muito jovem quando eu me casei. Minha mãe morreu quando eu era ainda um bebê e foi criado por minhas irmães. Marina era a mais nova antes de mim e acabou de me criar. Meu pai arrumou uma madrasta para nós dois, os últimos filhos que ficaram e que eram muito jovens ainda, e a gente não se deu muito bem com ela. Então o jeito foi tomar rumo na vida. Marina se atirou nos braços do primeiro que encontrou e eu fiz o mesmo._você se arrepende do que fez?_Sim. Eu não devia ter casado tão jovem._quantos anos tinha?_dezoito. _Mas vocês estão vivendo até hoje, isso é o que importa, não?_Em parte. O amor é uma coisa muito complexa. Quando nos conhecemos, nos apaixonamos e achamos que aquela é a pessoa certa para vivermos o resto de nossas vidas, porque é assim que tem que ser e porque não nos imaginamos sem ela. Mas aí, depois do casamento, os anos vão se passando e o amor vai acabando e a paixão vai diminuindo. E temos que continuar vivendo com aquela pessoa porque nos casamos e porque agora temos um filho para criar. _O que você quer dizer com isso? O casamento vira uma tortura depois?_O casamento continua como um respeito mutuo entre o casal. Eu e a minha esposa por exemplo. Temos nove anos de casado e já não há aquela paixão de quando nos casamos. Eu a admiro pela paciência que tem comigo, ela cozinha, ela lava e passa, ela trabalha fora, cuida da nossa filha, cuida de mim quando estou doente e   é só isso._Mas isso é o casamento, Miguel!_Quando eu me casei eu não pensei nisso._E agora você está aqui comigo enquanto ela pensa que é um santo. – ironizei.E ele sorriu com graça._ela acha que estou visitando meu pai._Ah, que marido fiel. – zombei.- se casamento é isso, eu prefiro ficar solteira. Ele riu._ah, também tem lá suas vantagens!_Que vantagem, Miguel? Só pra vocês, os homens? Sua mulher passa, lava e cozinha. Cuida de você e da sua filha. E ainda tem que ser fiel e respeita-lo porque se não levará fama de gaieira e você vai deixa-la porque é muita humilhação pra um homem aceitar ser corno com a maior naturalidade do mundo.Miguel soltou sua costumeira gargalhada prazerosamente. _E se ela estiver fazendo  mesmo comigo ficamos quites, não?_Não, Miguel. Tenho certeza de que ela não faz igual a você. As mulheres também sofrem com a desgastante rotina e seus maridos frios. Mesmo assim resistem firmes e fieis sem querer abrir mão de nada._Vamos deixar isso pra lá. Porque não falamos de nós? – ele desconversou deliberadamente abusado do assunto._É. Porque não falar de nós? – eu estava pronta para um combate.—O que nós somos afinal de contas? _Amigos. – ele falou naturalmente._Amigos dando um amasso na praça. – suspirei desgostosa. – É por isso que muitos maridos dizem que ‘mulher minha não tem amigo’. Porque eles costumam dar uns amassos nas amigas...Ele gargalhou outra vez._Puxa vida, você é demais!_Miguel, nós estamos muito errados de está aqui juntos. E se nos pegam, seremos os dois prejudicados. Isso de trocar uns beijos é uma bobagem. As pessoas se sentem donas umas das outras, mas acham que podem tudo só elas. Se fosse o contrário, você jamais aceitaria isso da sua mulher. Mas eu não estou aqui para julgar o seu casamento, não tenho nada a ver com a sua mulher e eu estou nem aí para o sofrimento dela, porque quem me interessa é você. Somos amigos? Certo. Somos uma espécie de amigos mais alguma coisa. Me sinto bem na sua companhia e é só. Saiba que não estou aqui para destruir sua vida, não concordo com algumas coisas mas não estou a fim de discutir se é certo ou errado. Eu saí da igreja com um objetivo de me divertir, me  aventurar, quebrar a redoma que me impede de ser como todo mundo. Pode não parecer, mas é  exatamente assim que me sinto. Já cansei de observar os outros vivendo e eu na mesmice. Quero conhecer esse mundo novo, e ter alguma coisa de valor para me recordar mais tarde. _E você está me colocando na sua coleção de boas lembranças?_É claro que sim. Até agora tem quebrado o recorde de boas lembranças. – sorri e o beijei.
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Mais um encotro para a historia de nós dois?  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 01:19

Blog de diarioparticular :Segredos de Um diário Particular, Mais um encotro para a historia de nós dois?
Um Romance na praça.  É incrível como fazemos loucuras sem pensar nas conseqüências...Ah! não seria loucura se pensássemos bem antes de fazer certas coisas. Um simples encontro na praça por exemplo. Quem nunca fugiu de casa para se encontrar com um namorado na praça durante o dia, ou até mesmo de noite? Aposto como até já queimaram a aula para namorar na praça, não?Acho que eu era mesmo um ser de outro mundo, ou uma extra-terrestre disfarçada de gente.Quem sabe?! Será possível que precisei viver 24 anos da minha vida para fazer uma coisa tão banal entre os adolescentes?  “ Sou o primeiro homem na lua, fazendo o que ninguém já fez; sou aquele homem na rua, amando pela décima vez; sou apenas um ser humano que precisa sonhar antes de ir trabalhar; O que será, será! Quem, verá. Ouço o que dizem as palavras mesmo quando não dizem nada. Só que a vida não teria sentido, se você não estivesse comigo. Juntos não há nada a temer, pois todo aquele que dá, mais terá o que receber. É inútil nadar contra a corrente afinal, quem decide é o coração. O que será, será! Quem viver, verá! Há uma noite que não se acaba. Onde toda estrela é você; vinte e quatro horas por dia, no céu que já não cabe em mim. Juntos não há nada a temer, pois todo aquele que dá, mais terá o que receber. É inútil nadar contra a corrente, afinal quem decide é o coração! O que será...?”  Eu saí de casa com um pretexto de entregar uns livros para uma colega minha de trabalho. Eram sete horas da noite e no bairro onde eu moro, costuma ficar impróprio para saídas noturnas. Para que minha mãe me liberasse sem muitas perguntas, ou com alguma resistência, tive que mentir. Sobre coisas desse tipo, mentir para ela foi um grande problema, porque eu não era habituada a mentir assim. Mas para ver Miguel, cometi mais um pecado: Esse pecado.Meu corpo inteiro tremia excitado diante da emocionante trela. Lembro-me que meu coração parecia querer sair pela boca e ondas de arrepios provocados pelo frio nervosismo.  Era uma sensação gostosa que fazia a minha boca ficar seca, a minha alma se aquiescer e a minha mente gritar me culpando com palavras terríveis e vergonhosas.Marcamos para nos encontrar por telefone, numa praça que ficava três bairros distantes da minha casa. Era a praça de uma escola muito conhecida, e não era muito freqüentada pelos seus alunos nos domingos noturnos para os jogos de fins de semana. O lugar fora restaurado pela prefeitura recentemente. Tinha um jardim diversificado e também algumas árvores. A grama verdinha em beirava no banco de concreto onde era o acento. Do outro lado da praça ficava um clube e ao fim, um posto policial que ainda não havia sido inaugurado.Eu caminhava ansiosa e ao mesmo tempo temerosa. Será que Miguel não me daria um “bolo”? Será que ele estaria lá mesmo? Afinal de contas ele era um homem casado e certamente não ficaria bem um encontro com uma “outras” num local público... apesar da praça parecer bem reservada naquela noite, não deixava de ser um local aberto, público e suspeito. Meus passos ficaram lentos por um momento. E daí se ele não estiver lá? O que eu vou está perdendo com isso? Me perguntei e acelerei os passos. Sorri zombando de mim mesma. Que papelão você está fazendo mocinha! Fugindo, mentindo e ainda por cima preocupada com um “bolo” de um homem casado. Eu estava ficando Louca? Provavelmente. Já pensou se a mulher dele descobre e vem nos flagra? Minha mãe do céu! Que esse ultimo pensamento quase me fez desistir de tudo, dar meia volta e correr pra casa o mais depressa possível! E eu teria feito isso se meus olhos não o tivesse reconhecido há dois metros de distancia; sentado no banco de cimento tão despojado apoiando o peso do tronco num braço. Usava um boné, camisa pólo, calça jeans e tênis. Estava tão tranqüilo que nem me percebeu aproximar. Meu Deus! Suspirei chocada. Ele veio mesmo._Você veio. – ele suspirou feliz com aquele jeito sensual de sempre. Percebi mais tarde que esse era e sempre será seu jeito de ser e de se comportar com quem quer que fosse._Me dê um desconto! Afinal nunca... tive encontros em praça. – eu respondi me aproximando mais.Ele sorriu encantador:_Eu também não._que conversa?! – duvidei._É sério! Olha só para onde você me trouxe!O nervosismo foi sumindo e aos poucos deixando espaço pára o meu lado provocante e divertido._Mais foi sua essa idéia absurda._Eu queria te ver. Você não sentiu saudades de mim?  _Senti sim.Miguel passou seu braço em volta da minha cintura depois de me olhar de alto a baixo e me puxou para sentar em seu colo._Assim é bem melhor. – disse ele envolvendo-me em seu abraço aconchegante. – Você está gelada... está com frio?_Um pouco. – respondi. Mas não era o frio da noite, era o frio do sentimento que reuni medo, suspense, alegria, excitamento e algumas outras pitadas de sentimentos. Resumindo, não era nada que pudesse se definir ao certo para justificar aquele frio repentino._É... está um pouco frio, mas eu vou te esquentar. – ele falou travesso me apertando. – pensei que não viria mais._Faz muito tempo que você chegou?_Uma hora._Mas nós marcamos as 7 horas._E você chegou... – ele consultou o relógio de pulso e disse: --São exatamente 7:35 horas. 35 minutos atrazada._É que eu não imaginei que viesse mesmo. Achei que me daria um “bolo” e já estava pronta para retornar, se você não estivesse aqui._Eu estou esperando faz uma hora por você e você não estava disposta a esperar nem alguns minutos por mim? Puxa vida, estamos começando bem! – disse desgostoso._Eu sinto muito, mas não espere muita coisa de mim. – fui sincera. – Hoje eu tive que mentir para a minha mãe dizendo que ia entregar uns livros para uma amiga; e estou aqui com você, já nem preciso explicar sua condição,não é mesmo? E, fazendo uma coisa que nunca fiz na minha vida.Ele acomodou o queixo em meu ombro, aninhando o rosto ao meu pescoço._Você está tão linda e tão cheirosa quanto naquele dia em que nos conhecemos. Tudo isso foi pra mim?_Nunca saí de casa desarrumada, Miguel. – eu não quis admitir que exagerara porque ia encontra-lo. – Você pode me encontrar em casa como uma verdadeira gata borralheira, mas quando saio, até minha mãe diz que me transformo em outra pessoa._Tá bom, mas eu prefiro acreditar que se produziu assim para mim. – ele insistiu. – Cadê o meu beijo? Miguel era mesmo uma figura hilariante e sem mistérios. Não sei como chegamos a esse ponto insano de nossas vidas, mas acreditava que não iríamos tão longe. Estávamos namorando na praça. Já era mais uma coisa pra que Miguel se tornasse indesquecivel  para mim.
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