Minha primeira
vez. “Bem lá no céu uma lua existe,
vivendo só no seu mundo triste; o seu olhar pela terra
lançou, e veio procurando por amor. Então o mar frio
e sem carinho, também cansou de ficar sozinho; sentiu na
pele aquele brilho tocar, e pela lua foi se apaixonar. Luz que
banha a noite e faz o sol adormecer, mostra como eu amo você!
Se a lenda dessa paixão faz sorrir ou faz chorar, o
coração é quem sabe; Se a lua toca no mar, ela
pode nos tocar, pra dizer que o amor não se acabe. Se cada
um faz a sua história, a nossa pode ser feliz também;
Se um coração diz que “sim” à
paixão, como pode o outro dizer:
“não”?”
04 de
Dezembro de 2004 Dizem que
o tempo passa rápido, mas entre Miguel e eu, as coisas
estavam ficando velozes. Exatamente 32 dias fazia que nos
conhecemos e já nos comportávamos como velhos
amantes... Apaixonados? Acho que ainda não. Mais
estávamos movidos pelo desejo insano de uma intimidade. Eu
pelo menos já estava com vinte e cinco anos, completara na
semana do nosso encontro na praça. Já havia pensado e
repensado na minha decisão e também nessa
relação proibida entre Miguel e eu. Já tinha
colocado os pesos na balança e medido o que eu ganharia e o
que perderia. Em certo ponto, acho que tudo estava indo como
planejado. Aventura, intimidade, suspense, êxtase, pura
emoção e o delirante prazer de estar com Miguel.
Amor? Paixão? Ciúmes? Inveja? Sentimento de posse?
Esses eram sentimentos que estavam proibidos entre nós como
um comum acordo. Somos adultos, não somos? Impor as regras
foi a primeira coisa que fizemos. Se estava bom pra mim,
também estava bom pra ele e ambos concordamos
mutuamente. Enfim, o
passeio na cidade vizinha estava excitante. Nós dois
não queríamos outro encontro em praça;
queríamos estar juntos, sozinhos na privacidade de quatro
paredes e nada melhor do que um lugar apropriado para
isso......O
desejo era tanto que Miguel mal se continha de excitamento. Eu
podia ver em seus olhos a chama para a perdição
queimando ardente e a prova disso foi o descontrole ávido da
libido masculina.E eu? Era
tudo muito novo para mim; constrangedor. Queria-o na mesma
intensidade, tinha absoluta certeza disso; mas a timidez me
retraia._Vem
cá! Senta aqui. – Miguel me chamou para sentar ao lado
dele na imensa cama de casal do quarto de
hotel.Eu
obedeci. O quarto era bem cômodo. Alem da imensa cama de
casal, uma mesa com duas cadeiras; um freegobar; e um luxuoso
stande de madeira polida devidamente organizado onde alem dos
objetos de porcelana dividia espaço a TV de 20” e um
som. Do lado direito, uma janela encortinada e
um ar condicionado. Do lado esquerdo, um wc com paredes de resina e
vidro, onde podia se ver quem usava o
cômodo. _Hei?!
Não vamos fazer nada que você não queira
– disse Miguel me tocando nos
cabelos._Você não vai ficar
decepcionado?_Vou.
– ele sorriu travesso. – mas fazer o que? Você
não está pronta e eu tenho que respeitar
isso.Acho que
perdi mesmo a sanidade para chegar a esse ponto com Miguel.
Será que os casais apaixonados passam por isso em suas
primeiras vezes? Será que é sempre
constrangedor para as mulheres na sua primeira
relação? E os homens sempre se comportam assim,
gentis, compreensíveis e carinhosos? Por mais que eu
quisesse parar de nervosismo, mais eu ficava ansiosa e nervosa.
É como está prestes a fazer uma entrevista de
trabalho, quando você sabe que está tudo certo, tudo
seu e mesmo assim você teme estragar tudo com um simples
nervosismo. Não sei se a comparação foi boa,
mas foi isso que eu
senti._Por
favor, só... me dê um tempo. – Pedi aflita com
minha própria timidez – não é todo dia
que isso acontece comigo, pra falar a verdade, essa é minha
primeira vez.Ele
sorriu se achegando mais. Estava óbvio que Miguel ainda
duvidava de minha condição, contudo preferiu fingir
que acreditava em
mim._ Tudo
bem, nós temos todo o tempo do mundo. – me beijou no
pescoço, me abraçou
carinhoso.Eu gostei
dos carinhos e aos poucos fui me deixando relaxar e respondendo com
a mesma intensidade. Era bom beijar Miguel, sentir seu calor, seu
cheiro amadeirado da colônia
masculina. A
posição de sentados lado a lado estava me fazendo
doer as costas, então me virei de frente para ele enquanto
nossos lábios desfrutavam de mais um beijo sensual. Meus
braços envolveram o pescoço, minhas mãos
aterraram-se no curto cabelo da nuca masculina apertando-o de
encontro a mim.Miguel
enlaçou-me pela cintura, puxando-me para seu colo,
acariciando a extensão das minhas
costas. Quando me
dei conta estava no colo dele, uma perna em cada lado. O
coração batendo descompassado e o sangue fervendo nas
veias. Miguel
gemeu baixinho perdendo o alto controle. Suas mãos atrevidas
acariciavam minhas pernas. Ainda estávamos vestidos e o
desejo de uma ousadia maior ficou no tecido até que
caímos na cama aos beijos e rolamos de modo que eu fiquei
embaixo dele rendida. As mãos másculas deslizaram
sobre o tecido da minha blusa, apertando meus seios com
sensualidade e desabotoando, despindo-me com a experiência
competente de um verdadeiro amante. Em poucos minutos,
também a calça jeans que eu vestia jazia no canto da
cama juntamente com as demais peças de roupas minhas e
dele.Por mais
que eu quisesse parecer natural, meus olhos me denunciavam a
admiração. Miguel era tão belo vestido como o
era despido. Sua pele bronzeada, e os pelos do peito culminando em
uma estreita trilha até a região pubiana. Estava
tão excitado que chegou a me assombrar e me deixou
intimidada outra vez. Desviei os olhos envergonhada e ele sorriu
compreensivo:_Não! Olha pra mim. – ele me pediu
pegando minha mão. – Você está
vermelha...? – sorriu travesso, curioso com aquela
reação._Miguel... – praticamente supliquei que
tivesse paciência.
_Olhe pra mim. – ele pediu com uma voz de
balsamo. – não tenha vergonha.
Eu estava estragando tudo outra vez. Aquela
situação estava ficando difícil cada vez mais.
Eu não queria dizer “não quero mais”
porque era justamente o contrário: eu o queria sim! Mas
aquela minha timidez estava estragando minha
libido.Miguel
inclinou na cama sobre mim, resvalando seu corpo nu ao meu e
direcionando minha atenção para o sabor dos seus
beijos em minha boca. Incrível como ele conseguia reascender
minha libido. Sabia onde me tocar, como me beijar e tantas outras
coisas mais.Sua boca
escorregou pelo meu rosto, desceu pelo meu corpo enquanto suas
mãos acariciavam meus seios, meus braços, o colo, a
barriga...Fechei os olhos transportada para uma outra
dimensão. Como aquilo era bom!!
E Miguel não parava com as carícias
em meu corpo, sua boca não parava de seguir uma perigosa
trilha... O que ele estava
pretendendo..._Oh!
Miguel...?! – argüiu assombrada com a forma como ele me
tocava com a língua nas partes
intimas. O
coração disparou e minhas mãos gelaram
enquanto que meu corpo inteiro reagia num êxtase
alucinante. _Pare com
isso...!! – pedi aflita. Não que estivesse
terrível, mas pelo contrário, estava terrivelmente
maravilhoso e assustador. Nunca fui adepta do sexo oral, pra falar
a verdade, minhas convencionalidades impugnavam
aquele ato tido como medonho entre os casais. E eu estava gostando
pelo prazer que estava sentindo; e odiando pelo fato de ser um sexo
oral.Miguel
mordiscou meu clitóris e me fez gritar ofegante num orgasmo
avassalador. Então ele
parou._Não faz isso de novo, está bem?
– eu pedi ainda ofegante e
aflita._Eu a
machuquei? – ficou
preocupado._Não é isso, é que não
gosto disso..._Mas
você teve um orgasmo. – ele não entendia o
porque de eu dizer que não gostava, que não queria
mais._Miguel,
você não vai querer que eu te dê detalhes do
porque eu não quero que faça sexo oral comigo
não é? Alias, isso também vale para as outras
mulheres também. Não pode sair por aí metendo
a boca em tudo o que é “perereca” não
é?Ele
gargalhou sonoramente achando engraçada a forma como eu
estava me referindo ao órgão sexual feminino e
também pela minha preocupação descabida. Mas
entendeu onde eu queria chegar com aquele
pedido._Já entendi, Laura. Não pense que
faço isso com todas as mulheres com quem
saio._Ah,
é mesmo? – duvidei. – Imagino
que seja exclusividade da sua
mulher.Ele riu
mais._Não. Foi exclusividade sua
mesmo.Não acreditei. E ainda não acredito
nisso. Se fosse verdade, porque faria uma coisa dessas comigo que
só conhece há 32 dias e com a esposa com quem vive
há 9 anos não? Perguntei a ele depois. E Miguel me
respondeu que era diferente comigo. Se sentia mais a vontade, mais
seguro. Perguntei se acaso estava me comparando com as demais
mulheres fáceis da vida. E ele me disse que não me
via assim. Que eu era especial. Não podia comparar os
sentimentos de mulher, mas também não podia dizer que
era uma simples amizade com relações
platônicas. Não entendi. Vai saber o que se passa no
coração de um
homem?!Estava um
calor insuportável. Depois que cada um tomou seu banho,
ficamos entre as toalhas, conversando e trocando beijos até
que eu estava outra vez dominada pelo desejo voluptuoso de
pertencer a Miguel. Essa foi a parte mais difícil e dolorosa
da minha insanidade
“Miguel”.Os corpos
se resvalando nus um no outro, ávidos, fervorosos. Miguel
gemia baixinho toda vez que me acariciava com a glande entre os
pequenos lábios. E eu não conseguia conter os
suspiros de puro prazer. Ele me provocava toda a região e se
excitava cada vez mais. Até que perdera o auto controle e
tentou fazer uma penetração. Deus, como doeu!!! Quem
disse que perder, ou, melhor dizendo, tirar a virgindade era bom?
Parecia que estava me dilacerando. Gritei agonizantemente pedindo
que parasse:_Miguel,
está doendo
muito!
Ele se desesperou com a
aflição em meu rosto e parou falando
gentilmente:_Eu farei
mais de vagarinho.De vagar
ele foi, mas a dor continuava terrível. Bastava ele
avançar um
pouquinho..._Miguel...?! – quase me derramei em
lágrimas._A
primeira vez é assim mesmo. – ele falou tenso a meio
caminho da penetração sem
recuar.E afundou
um pouco mais para meu
desespero._Pare,
só mais um pouquinho, por favor. – pedi passada de
dor. Ele
obedeceu. E começou a me beijar a fim de me relaxar um
pouco.Então completou a penetração.
Eu estava completamente invadida pela tênue masculinidade
enrijecida. E mesmo a dor do rompimento da barreira da virgindade
se amainando, os movimentos de vaivém dos quadris de Miguel
me faziam sofrer. Posso dizer que nossa primeira vez não foi
das melhores, pra falar a verdade, foi um verdadeiro
martírio para mim, e de certo, para ele
também.Como se
não bastasse tudo isso, estávamos desprecavidos de um
preservativo e de qualquer meio anticoncepcional. E foi à
moda antiga. Miguel chegou ao clímax e agiu depressa
evitando me engravidar. No final
de tudo, foi até engraçado. Eu me levantei para me
banhar e quando retornei, Miguel estava assustado com uma fraca
mancha de sangue no lençol branco do
colchão. Céus!? Eu nunca vou esquecer a cara que ele
fez depois que descobriu a verdade, mesma verdade que eu falara o
tempo todo. Jamais esquecerei. E ele também não,
é claro que
não._Laura...? você... era virgem
mesmo?!_Hei,
isso não muda nada. – tentei acalma-lo. – Somos
duas pessoas adultas, não somos? Eu quis que você
fosse o meu primeiro e é só.
_Mas
você...?você...
_eu avisei o tempo todo. Não vai
me dizer que não sabia, não é
mesmo?_Não. Eu só...é que... o que
você vai dizer para o seu marido quando se casar um dia e ele
descobrir?_A
verdade._Assim?!
Que você...?_Sim,
Miguel. Eu vou dizer que tive uma primeira vez na minha vida e que
foi com alguém muito especial para mim, com eu tenho certeza
de que ele também teve uma primeira vez e que deve ter tido
lá a sua importância. O que há de mal nisso?
Tenho certeza que certamente duvidaria de mim se acaso eu ainda
fosse virgem com essa idade, não? Você duvidou e
aí?_Mas os
homens ainda procuram mulheres como você para
casar._Mas eu
não quero que ele se case comigo simplesmente porque me
desvirginou, que agora isso é impossível de
acontecer. Mas porque me ame e me respeite de verdade. Porque quer
ficar comigo pelo que eu sou para ele. – sorri boba com
tantas insinuações machistas. – Miguel, a
virgindade é só por uma noite e depois ele vai ter
que viver o resto de sua vida com uma mulher. Casar com a
virgindade dela não é uma boa idéia. Mas casar
com ela sim. E uma virgindade não diminui ou aumenta o valor
de uma mulher porque vai depender muito do caráter e das
ações, do modo de vida dela, e tantas outras
coisas._Então a virgindade para você
não tem qualquer
valor?_Eu
não disse isso. _Está dizendo que o seu futuro marido
não é digno de ser o
primeiro?_Não, Miguel. Se ele me amar de verdade, vai
me quer com ou sem virgindade. Isso não é uma grande
prova de amor? Nós mulheres sempre temos que provar ao homem
que o amamos nos guardando para ele ser o primeiro. E eles muitas
vezes nem dão valor a isso. Será que a virgindade
só nos dá o direito de ser a esposa desse homem que
muitas vezes nem são fieis?E outras vezes até nos
deixa grávidas porque descobriu que não vai suportar
viver com essa mulher ou de repente descobriu que ainda é
muito jovem para assumir uma responsabilidade? Miguel eu queria que
a minha primeira vez fosse diferente, do meu jeito. Você
está arrependido por isso que aconteceu entre a
gente?Ele
sorriu mais calmo:_Não. Se eu pudesse faria tudo de novo.
Até me sinto
privilegiado.
Meu Deus, Miguel era tão convencional quanto
eu! Isso sim, era surpreendente. Nos dias de hoje já
não se encontra mais virgens para casar porque as
moças estão “modernas” demais e os
rapazes, “liberais” demais. Eu não era mais
virgem, mas isso não queria dizer que eu pretendia me
prostituir. Talvez Miguel tenha me julgado erroneamente duvidando
da minha palavra. O que um homem acharia se uma mulher jovem,
bonita e ainda virgem chegasse para ele com poucos dias de o
conhecer e dissesse: “Oi? Quero que você seja o meu
primeiro, a tirar minha virgindade.” Era
obvio que jamais acreditaria nisso, aliás, jamais imaginaria
que isso pudesse lhe acontecer na vida. Então era normal o
pânico mudo de Miguel. Provavelmente fora o primeiro de sua
esposa e por isso se sentia no dever de estar com ela, de continuar
casado com ela. Agora as coisas estavam meio confusas para ele: sua
amante também fora uma virgem que se entregara a ele.
Estaríamos nós duas com o mesmo peso na
consciência dele?!Eu
não estava preocupada com isso. Ela podia ter se entregado a
ele por amor, depois, ou talvez antes do casamento. E eu me
entregara por quê? Amor não era ainda. Paixão?
Também não tínhamos tempo suficiente para
isso.Uma vez
conversando num de nossos muitos encontros em motéis sobre o
amor e uma vida a dois, Miguel me falou que esse sentimento
não passava de uma ilusão. O amor não dura
para sempre, o que dura é a continuidade de uma
relação e o respeito mutuo. O tempo nos faz gostar
mais, pensar duas vezes antes de ferir os sentimentos do outro e
também nos faz sofrer só de pensar em estar
machucando esse alguém. Nos faz cúmplice e amigos
mais íntimos. Afinal existe uma história entre essas
duas pessoas e não dá para ignorar tudo assim sem
mais e nem menos. E eu subjuguei meus sentimentos ignorando a voz
da razão por uma mera aventura. Não sabia eu que
estava cavando a minha própria cova rasa para enterrar meu
coração ao lado de
Miguel.Mas
aí, pergunta-se: Miguel tão experiente foi capaz de
cair nessa armadilha do destino?Eu queria muito acreditar que sim.
E choro todas as vezes que não acredito nos seus
sentimentos. Choro todas as vezes que deixo a minha incredulidade
tomar conta do meu coração e generalizar todos os
homens do mundo. Mas o que eu posso fazer para aliviar essa dor? E
se eu acreditar e tudo isso não passar de uma mera
ilusão minha? E se for verdade tudo o que insisto em
duvidar? Não quero sofre de amor outra vez. Eu disse a mim
mesma que seria diferente, que ninguém me magoaria de novo.
Eu fiz um acordo com Miguel e agora me vejo fraquejando. Tem horas
que estou tão inflamada por essa dor desesperante que acho
que estou vendo coisas! Um Miguel também sofrendo como eu,
dividido entre a esposa e a amante. Deus, porque é
tão difícil dominar os sentimentos do
coração? ”Quando a paixão não dá
certo não há porque me culpar, eu não me
permito chorar; já não vai adiantar. E
recomeço do zero, sem reclamar. O meu coração
pirata toma tudo pela frente, mas alma advinha o preço que
cobram da gente e fica sozinha. Levo a vida como quero, estou
sempre com a razão; eu jamais me desespero: sou dono do meu
coração. Ah! O espelho me disse: ‘você
não mudou.’ Sou amante do sucesso, nele eu mando,
nunca peço; eu compro o que a infância sonhou. Se
errar, eu não confesso, eu sei bem quem sou, eu nunca me
dou. As pessoas se convencem de que a sorte me ajudou, mas plantei
cada semente que o meu coração desejou. Ah! O espelho
me disse:você não mudou, você não
mudou...” É
possível um homem amar duas mulheres com o mesmo valor
sentimental ao mesmo tempo? Não falo de amar a irmã e
amar a mãe, a esposa, e amar a amiga, ou a filha. Falo de
uma mulher com quem se casa e uma amante com quem se aventura
frequentemente. Porque pensar que uma tem mais valor do que a outra
se ele precisa das duas? Se a esposa estivesse lhe completando
inteiramente não precisaria da amante. Se a amante fosse
tão importante na sua vida não continuaria casado com
a esposa. Porque o valor de uma tem que ser mais elevado do que o
da outra? Só porque uma mulher é a mãe dos
filhos, a dona de casa, a companheira de todos os dias, não
quer dizer que tem mais valor do que a mulher por ser a amante, uma
aventura constante, uma diversão de rotinas freqüentes,
a cúmplice e muitas vezes a confidente de certos assuntos
que a esposa não seria capaz de entender ou até mesmo
de ouvir o desabafo, se tem menos valor. Ou será que os
sentimentos estão em especial divididos entre essas duas
mulheres na vida desse homem? Não me refiro a qualquer
situação corriqueira de uma esposa e um casamento em
crise; também a amante não está na
situação de vulgarização, de mulher da
vida ou de qualquer uma, ou que esteja ingenuamente na vida desse
homem sem saber de sua condição de casado, mas que
conscientemente entrou na vida dele como sua melhor amiga, ou pelo
menos tudo começou como uma simples aventura de um homem
cansado da rotina e que ao longo dos encontros achou na amante uma
amiga confidente que o respeita e compreende sua
condição. É claro que essa
amante agora o ama e ele tem consciência disso e
também admite que não dá para ignorar tudo o
que já viveram juntos e o tamanho da importância dela
em sua vida. Vale
salientar que a esposa nada sabe deles dois e, portanto se torna a
única vitima desse desastre amoroso.
As coisas estão se complicando para esse
homem pois já não suporta a idéia de sua
amante ser uma mulher livre para desistir dele e procurar
refúgio nos braços de outro
homem. E a
amante sempre esteve consciente de tudo e agora sofre por
não conseguir controlar seus sentimentos. Tenta um
distanciamento, mas uma simples ligação dele faz com
que ela perca a razão para estar uma vez mais nos
braços do seu
querido.Por sua
vez, as duas mulheres. A esposa seria capaz de um escândalo e
até de cometer uma loucura se souber dessa
relação ente o seu marido e essa outra mulher (a
amante). A amante, por amor ao seu querido, seria capaz de
continuar nesse terrível dilema amoroso respeitando a
posição da esposa.
Mas pelo amor de Deus, será que essa mulher
não se toca com a infidelidade do seu marido? Será
mesmo que está atenta como deveria caber as esposas?
Pessoalmente, acho que deve ser por isso que o marido dela procurou
mais uma mulher para suprir suas necessidades físicas e
emocionais. Mas a questão é: Ele pode mesmo amar as
duas com igual peso?
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